Foi o assunto da última semana, todos nós, sem exceção, nos posicionamos sobre, e até quem não se expressou, como eu, também tomou uma posição, não de omissão, mas de respeito, no meu caso por ser homem e não conseguir me colocar no lugar de uma mãe que é forçada a interromper uma gravidez, seja por vontade própria ou por fatores externos. No entanto, não é algo uniforme, todo caso tem sua particularidade e devemos analisar de forma única, observando todas as possibilidades, segundo a ciência, a vida em si e a saúde física e mental da mãe.
Mais do que nunca, o aborto se tornou um assunto polêmico e, infelizmente, coberto de ideais políticos por quem é a favor ou contra. Pessoalmente, sou contra, mas como falei acima, deve ser analisado caso a caso. Em uma gravidez planejada, não é um caminho ético, muito menos natural, você abortar simplesmente por se arrepender do que fez, você correu o risco de engravidar, mesmo com métodos anticoncepcionais que não deram certo, e agora é tarde demais pra voltar atrás. Quando nascer, coloque para adoção, é um melhor caminho. Mas por favor, entenda, é uma VIDA.
Por outro lado, não podemos calar quem realmente engravidou sem o consentimento. Essas mulheres possuem sim o direito de escolha, entre ter ou não o filho. Imagine você, após o estupro, descobrir que está gestante, fruto daquele ato. Reflita como ficará a cabeça de uma pessoa que vai carregar em seu ventre a responsabilidade de uma vida que ela não quis trazer ao mundo. É exatamente esse caso que deve ser isolado dos demais.
Portanto, mesmo com essa dupla visão, continuo sem um caminho definido, mas deixo aqui minha rasa opinião, de que o ato de abortar é algo muito extremo para ser banalizado. Porém, não posso falar por nenhuma mulher, principalmente por aquelas que realmente tem motivos e direito de realizar o procedimento. A vida em primeiro lugar, seja da mãe, do filho ou principalmente de ambos.